Entrevista com o MOB (Movimento de Organização de Base)

Posted on 01/02/16 por

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Fizemos uma entrevista com o MOB (Movimento de Organização de Base), presente hoje no Rio de Janeiro e  no Paraná. O movimento também começa a se articular em São Paulo e no Pará.

 

1) Quando é criado e qual a proposta do MOB?

O Movimento de Organização de Base, surge do antigo Movimento dos Trabalhaores Desempregados Pela Base, organização que atuava no RJ. Após um congresso realizado em outubro de 2013, decidimos aprofundar nossos objetivos e instrumentos de mobilização. A proposta do MOB é lutar na reivindicação dos direitos e das necessidades mais imediatas do nosso povo, seja na educação, saúde, cultura, trabalho etc. Buscamos construir ferramentas de luta que ajudem na caminhada cotidiana em direção a estes objetivos, como centros de cultura, bibliotecas, oficinas, atividades culturais, luta por direitos, trabalhos de produção e geração coletiva de renda, espaços de educação e outros. O MOB se propõe a ser um movimento popular territorial, que se organiza principalmente por local de moradia, respeitando e dialogando com a realidade desses territórios.

2) Como o MOB avalia a sua trajetória da criação até os dias atuais e quais são os grandes aprendizados?

Nos últimos anos tivemos boas surpresas. A primeira foi a criação do movimento no Paraná por iniciativa de companheiras e companheiros de luta. Hoje temos presença em dois estados, Rio de Janeiro e Paraná. No Rio conseguimos nuclear o movimento para outras regiões da cidade. Sabemos que ainda há muito a se fazer, mas comemoramos cada avanço nesse sentido. Também temos proposta de construir o movimento em São Paulo. Os grandes aprendizados se deram nesses anos de prática, onde conseguimos de maneira modesta construir ferramentas que dão conta das necessidades populares. O grande aprendizado é construir um movimento popular que se organiza de maneira independente, fortalecendo ferramentas de mobilização nos locais de moradia (favelas, bairros, vilas, ocupações) e que consiga dar conta das dificuldades da realidade.

3) Como o movimento vê as possibilidades para a luta social na atual conjuntura?

2013 foi um ponto de mudança na conjuntura. Muitas lutadoras e lutadores ficaram surpresos com o “refluxo” que se seguiu e o ascenso conservador. Mas isso também reflete uma fraqueza de parte da própria esquerda anticapitalista, que ignora a necessidade de construir movimentos sociais. Além disso, o governo do PT continua a aprofundar o corte de direitos, a repressão ao protesto e o genocídio do povo negro e pobre. Sendo assim, as possibilidades são de organizar as bases em ferramentas de luta que superem a fragmentação, a falta de planejamento e estratégia e o método autoritário ou eleitoreiro de fazer política. O povo é receptivo à propostas de organização que dão conta das suas necessidades e apontam para a construção de ferramentas de luta e mobilização. Basta para isso, fazer um trabalho sério, com continuidade e com espírito coletivo que o “bolo cresce”.

4) Quais são as perspectivas do MOB para os próximos anos?

Nossa tarefa para os próximos anos é continuar a aprofundar as ferramentas de luta e mobilização. nos enraizarmos em diferentes espaços, organizando a juventude negra e pobre, trabalhadores e trabalhadoras desempregadas, mulheres, trabalhadores formais e informais, professores/as, viznhas e vizinhos. A palavra de ordem é “nuclear” o movimento, construindo um movimento popular que se organiza sempre pela base, mas com horizonte estratégico, remando junto e avançando. Também precisamos aprender mais com a experiência popular e com outros movimentos. Aprofundar discussões internas e pautar uma agenda de luta. Para quem quiser nos conhecer, pedimos para que entrem em contato com nossos meios de comunicação.

 

Para saber mais, acesse: https://organizacaodebase.wordpress.com/

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Viva o MOB!
Lutar, criar, poder popular!

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